5 Passos Para Melhorar As Retrospectivas De Equipe

perspectivasO processo de desenvolvimento ágil é um ambiente de trabalho dinâmico e iterativo que envolve pequenos sprints e entregas frequentes. Mas isso funciona? Para discernir se o processo é eficiente, é importante pedir a cada equipe que reflita de forma recorrente. É nesse espírito de melhoria contínua que as equipes fazem retrospectivas no final de cada sprint.

Como Derby e Larsen observam em seu livro Agile Retrospectives: Making Good Teams Great, improvisar a partir de um padrão básico pode ser útil para que as equipes aproveitem as sessões retrospectivas ao máximo, o que os leva a trabalhar melhor e auja a evitar alguns erros comuns.

Phillip Rogers é um dos Scrum Masters na NPR, e ele instrui equipes ágeis em como melhorar seus processos e trabalhar melhor juntos. Ele possibilita as sessões retrospectivas como um terceiro partido objetivo e ajuda a guiar a discussão para que ela seja uma conversa sincera e aberta, com o objetivo de fazer que a equipe seja mais produtiva no futuro.

Aqui ele compartilha como ele usa os princípios encontrados em Agile Retrospectives para ajudar equipes a se comunicarem melhor:

Passo 1: Prepare O Cenário

prepare o cenario

Uma sessão retrospectiva é mais eficiente quando todos os membros da equipe são sinceros sobre o que deu certo, mas também o que não deu. Existem tantas dinâmicas de equipe quanto existem equipes, então às vezes as pessoas se sentem constrangidas ao começar se elas não estão à vontade para se abrir.

Para Philip isso pode ser resolvido com exercícios de aquecimento. “Se trata realmente só de dar inicio à conversa, e dissipar as tensões se existem.”

Às vezes a atividade é um barômetro rápido da equipe. Isso pode ser tomado literalmente, como desenhar quatro climas (tempestade, chuva, nublado, sol) e pedir às pessoas que coloquem um post-it no clima que eles acham apropriado para descrever o sucesso do último sprint.

2_Weather-ReportÁgil ganhou reconhecimento global e é regularmente usado em equipes europeias também. Crédito da foto: Retromat

Pode ser também tão simples quanto pedir a cada membro da equipe que descreva a ultima iteração com somente três palavras. Todos esses exercícios são desenhados para aquecer a equipe para discussões mais específicas.

Passo 2: Recolha Dados

 recolha dadosPara esse passo, chegou a hora de entrar nos mínimos detalhes do último sprint. Como o Philip diz, “Basicamente, estamos tentando capturar o máximo de informação possível concentrando-nos nos sprints ou na iteração que vem de acabar”.

Um dos exercícios usados para isso é desenhar um barco com um motor potente e uma âncora pesada. Os membros da equipe deverão então escrever post-its para escrever o que eles acham que fez avançar o barco e o que eles acham que o manteve ancorado no último sprint.

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Crédito da Foto: Retromat

Cada ideia é um post-it, e eles são afixados à parte correspondente do desenho como uma maneira de conceituar visualmente o êxito e os empecilhos. As equipes usam isso então para discutir como minimizar as âncoras e como fazer avançar o barco.

Passo 3: Gerar Percepções

gere percepcoesEsse passo geralmente continua de maneira muito fluida a partir do passo 2, onde pontos fracos e sucessos são identificados. O passo de geração de percepções existe para identificar padrões e redundâncias no processo.

Três pessoas na equipe sentem que elas teriam se beneficiado de instruções mais específicas? Esse é um dado significativo, mais que se só uma pessoa se sentisse assim. Encontrar esses pontos comuns ajuda a melhorar o processo para todos para o próximo sprint.

Passo 4: Decidir O Que Fazer

decida o que fazerPhilip acredita que esse é o passo mais importante na retrospectiva, mesmo que seja um dos mais negligenciados.

“Muitas equipes têm ótimas conversas, mas no final nunca desenvolvem nenhum item de ação para avançar,” explica ele, “Francamente é mais fácil, e dá menos trabalho, ter a conversa, mas nunca fazer nada a respeito”. E se nada é feito, muito do valor da retrospectiva é perdido.

Durante as sessões do Philip, ele tenta fazer que as equipes façam uma pequena lista de coisas que devem ser lembradas durante o próximo sprint, para melhorar o trabalho. Em vez de tentar mudar completamente o processo, é melhor se as equipes avançam à próxima iteração com somente alguns pontos focais específicos para que estes funcionem melhor.

Os sprints, afinal, são concebidos para serem de mais curto prazo, idealmente duas semanas, no máximo. Outra retrospectiva seguirá depois.

Passo 5: Resumo Da Retrospectiva

resumo da retrospectiva

Para resumir a retrospectiva, Philip gosta de manter as coisas leves. Após discutir o que cada pessoa retirou da experiência, ele pensa que terminar em um tom mais alegre pode ajudar a equipe.

Por exemplo, para cada item de ação discutido no passo 4, equipes de dois devem fazer um pôster engraçado. Eles escolhem uma imagem, concordam sobre um título, e escrevem uma descrição, a maior parte das vezes engraçada. É uma maneira leve de promover o trabalho em equipe, ao mesmo tempo garantindo o entendimento do item de ação que eles estão de acordo em melhorar para a próxima vez.

Todos esses passos estão descritos em detalhe no quadro Trello do Philip, com cada passo correspondendo a uma lista. Ele usa esse quadro para organizar e compartilhas abordagens a retrospectivas que foram propostas por ele e por outros, e também aconselha que para equipes que não tem muita experiência com retrospectivas, seguir um fluxo similar ao de Derby e Larsen é uma ótima maneira de estruturar as sessões e de se guiar a través de cada passo.

Veja o quadro de recursos de retrospectivas ágeis do Philip aqui.

Você já trabalhou em equipes de desenvolvimento ágil no passado? Conte-nos sobre seu processo de retrospectiva nos comentários abaixo, ou encontre-nos no Twitter ou no Facebook.

Agradecimentos especiais vão ao Philip Rogers por compartilhar suas percepções e seus quadros Trello excelentes. Leia mais sobre seu trabalho com organização ágil aqui.

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