Gere novas ideias com o funil de ideias online e colaborativo em um quadro no Trello

funil de ideias

Sempre que um negócio está precisando de novas ideias, as primeiras soluções que vem à cabeça das pessoas são ideias antigas, como fazer um brainstorming ou, ainda pior, colocar uma caixa de sugestões no hall de entrada da empresa.

Não que soluções como estas sejam completamente despropositadas. Grandes ideias já surgiram de caixas de sugestões e um brainstorming bem conduzido (já viu algum?) podem funcionar.

Mas usar fórmulas antigas para buscar ideias novas, parece um tanto contraditório.

Foi por isso que resolvemos pesquisar mais sobre o funcionamento do chamado funil de ideias, conceito que se baseia no Funil de Inovação, que consiste em reunir uma grande quantidade de ideias e usar critérios de seleção até chegar a melhor delas e implementar.

O problema é que não achamos uma fórmula pronta de funil de ideias, apenas alguns diagramas que explicam quais são, atualmente, os modelos de funis de inovação dominantes nas empresas.

Queríamos algo mais prático, que pudesse ser usado em nosso dia a dia para gerar inovações disruptivas, de preferência.

Com este objetivo, tratamos de pesquisar alguns livros e teorias mais recentes sobre a geração de inovações nas empresas e como gerenciar o risco no empreendedorismo, e desenvolvemos nosso próprio funil de ideias, que esperamos possa ajudar você e sua empresa a serem mais inovadores, de uma forma prática e objetiva.

Funil de ideias: não há nada de novo sob o céu

Sem pesquisar e sem revisitar os aprendizados do passado (visando o futuro), não há como criar nada. Buscamos um terreno sólido onde construir nosso funil de ideias e o resultado foi promissor.

As três fontes que nos socorreram nesta empreitada de criar um funil de ideias funcional, apoiado na montagem de um quadro do Trello, foram:

Funil de ideias quadro Trello

1- O livro The Three-Box Solution: uma estratégia para liderar a inovação

De autoria de Vijay Govindarajan, professor da Tuck School of Business do Dartmouth College, ele explica como criar um novo negócio e otimizar um já existente.

Usei esta divisão em três caixas recomendada pelo livro para montar o esquema geral do funil de ideias e, como vocês verão mais adiante, parece que funcionou muito bem no esquema de listas do Trello.

2- A consagrada abordagem do Design Thinking

Popularizada por David M. Kelley and Tim Brown, da IDEO, e Roger Martin, da Rotman School, o Design Thinking aposta na análise correta do comportamento humano para desenvolver novas ideias que funcionem de verdade.

Usamos esta perspectiva para desenvolver a terceira caixa de Govindarajan (Crie o futuro), já que um dos primeiros passos do Design Thinking é “Inventar o Futuro”.

3- O livro The Risk-Driven Business Model: Quatro perguntas que definirão sua empresa

Este livro, escrito por Karan Girotra e Serguei Netessine, apresenta quatro perguntas – como o próprio título revela – que nos pareceram bastante úteis para desenvolver a segunda caixa de Govindarajan: Seletivamente esqueça o passado.

Agora que você sabe de onde tiramos nossas ideias, vamos ao prometido funil de ideias em um quadro do Trello.

A configuração do quadro de inovação Funil de Ideias

A primeira caixa

Primeira Caixa

A solução das três caixas que mencionamos, se divide da seguinte forma:

  1. Caixa 1: Gerencie o presente
  2. Caixa 2: Seletivamente esqueça o passado
  3. Caixa 3: Crie o futuro

Como as três primeiras listas do quadro se referem exclusivamente a caixa 1, é sobre ela que vamos falar. Esta caixa se refere aos procedimentos necessários para que o negócio se mantenha em andamento.

Para poder ter novas ideias, é preciso entender o contexto atual da empresa, as bases sobre as quais as novas ideias serão criadas, a maneira com a empresa se mantém em andamento hoje.

Por isso, sugerimos três listas iniciais em nosso funil de ideias, onde serão respondidas uma pergunta diferente em cada lista.

Lista 1: Quem somos?

Nesta lista serão colocadas, por exemplo, a missão e a visão da empresa, seus valores, notícias interessantes na mídia que a contextualizam, dados sobre suas instalações e a área de atuação, prêmios que recebeu, gráficos, infográficos, esquemas e outras informações que deixem claro aos participantes o papel que a empresa representa na sociedade.

Lista 2: O que fazemos?

Não apenas os produtos e serviços da empresa, mas o seu diferencial, aquelas coisas que a organização faz melhor que as outras e a faz ser a escolha de seus clientes, destacando-se da concorrência.

Lista 3: Com quem nos relacionamos?

Esta lista tem o objetivo de já levantar possíveis parcerias, públicos-alvo, fornecedores, mercados e outras instituições e indivíduos que podem colaborar para o sucesso da futura ideia inovadora que será criada.

Estas três primeiras listas funcionam como um repositório de insights, e seus cartões não seguirão através do fluxo do funil.

Dica Trello: adicione arquivos e links pré-existentes à esses cartões para que todos tenham em mãos informações mais detalhadas do que você se refere em cada tópico. Você pode usar o botão de anexar ou ativar o Power-Up do Google Drive.

Power-Up do Google Drive

A segunda caixa

A segunda caixa do livro se chama – como antecipamos: Seletivamente esqueça o passado.

O que isso quer dizer?

Quer dizer que para fazer algo novo, alguma coisa em que confiávamos muito tem que ser esquecida e deixada de lado, é algo que se convencionou chamar de lógica dominante, a maneira tradicional como uma empresa consegue seu lucro e que precisa mudar, em determinado momento.

Um exemplo dado pelo autor do livro é este: com o advento das tecnologias móveis de computação, empresas como a Microsoft tiveram que mudar sua lógica dominante, que era criar produtos para desktops, e passar a pensar em ideias novas de como criar produtos para, laptops, notebooks, tablets e smartphone.

Mas como chegar nestas ideias?

É aqui que lançamos mão do livro “The Risk-Driven Business Model: Quatro perguntas que definirão sua empresa” e suas quatro perguntas, para gerar as primeiras ideias de nosso funil.

segunda caixa funil de ideias

Lista 4: Que decisões são feitas?

Que decisões seus clientes tomam ao usar seus produtos e serviços e que podem ser mudadas?

Como exemplo, os autores citam o bem-sucedido Marketplace de calçados Zappos que decidiu que as decisões que seus clientes tomariam ao entrar em seu Marketplace se restringiriam a calçados, diferenciando-se de um dos gigantes do mercado, a Amazon, em que os clientes têm que decidir sobre praticamente todo tipo de bem de consumo.

Lista 5: Quando as decisões são tomadas?

Seus clientes tomam decisões em algum momento ao usarem seus produtos e serviços. Como modificar esta perspectiva de forma a gerar uma ideia inovadora?

O exemplo é o Uber, em que o cliente pode escolher o melhor horário para chamar seu carro, pois os preços são definidos de forma dinâmica. Assim, se o cliente preferir esperar passar o horário de pico e conseguir um melhor preço, ele pode fazer isso.

Lista 6: Quem toma as decisões?

Esta, assim como as outras perspectivas de decisão citadas, não precisa se ater exclusivamente às decisões dos clientes. Uma inovação da Amazon, nesse sentido, foi transferir as decisões de como fazer a triagem, embalagem e despacho de seus produtos para o âmbito interno, pois não achou nenhuma empresa capaz de atender a esta demanda com a qualidade que desejava.

Lista 7: Por que essas decisões estão sendo tomadas?

Parece que os autores do livro têm uma certa admiração pelo poder de inovação da Amazon, e citam esta empresa para ilustrar como mudar o motivo pelo qual os consumidores tomam uma decisão.

Nesse caso, ao adotar um programa de Prime Membership e ao promover a possibilidade de fazer entregas no mesmo dia, a empresa conseguiu que seus usuários tivessem mais dois bons motivos para decidir comprar seus produtos.

fases do funil de ideias

Agora, começam a surgir as primeiras ideias no funil, divididas nas listas citadas acima, mas é importante também incluir uma etiqueta em cada ideia que será criada nos cartões: O que, Quando, Quem, e Porque, para que se possa entender melhor sua origem, agora que elas começarão a fluir através do funil de ideias.

A Terceira caixa

Agora que algumas ideias embrionárias estão nas 4 listas anteriores, é preciso escolher uma delas, ou várias, dependendo da capacidade de lidar com mais de uma ao mesmo tempo em sua empresa.

Estamos entrando na caixa 3: Crie o futuro. E, como dissemos, esta fase se baseia no Design Thinking.

Assim, vamos as listas desta última fase:

Terceira Caixa Funil de Ideias

Lista 8: Invente o futuro

Nesta lista, baseado nas decisões das quatro listas anteriores, a equipe deve escolher ideias que respondam a seguinte pergunta: O que os consumidores desejam, mas não têm?

Assim, a ideia (ou ideias) será arrastada de uma das listas anteriores e trazida para esta, para que os participantes da equipe possam discuti-la. E será acrescentado ao cartão a resposta à pergunta acima, em seu verso.

O cartão será mantido ali até que as demais etapas do funil de ideias sejam completadas, quando será substituído por uma nova ideia a ser desenvolvida.

Listas 9 e 10: Teste as Ideais

Para isso, é preciso inicialmente criar um “protótipo” (lista 9) e, depois de testá-lo com consumidores, fazer os “ajustes no protótipo” (lista 10)

Estas listas responderão às seguintes perguntas:

Lista 9: Quais os atributos de nosso protótipo?

Lista 10: Quais os atributos que devemos ajustar em nossa ideia?

Assim, estas listas terão três cartões cada: Preço, Produto/Serviço e Posicionamento, onde estas características estarão detalhadas antes e depois dos testes com os consumidores. Dependendo do produto ou serviço, outros cartões podem ser acrescentados.

Iniciar Projeto

Esta é a lista final do funil de ideias, mas ela deve conter alguns detalhamentos importantes, divididos em 3 cartões que responderão à seguinte pergunta: Como iremos produzir, distribuir e vender esta inovação?

Cartões:

  1. Atividades: Listar as atividades que serão desenvolvidas para pôr a ideia em prática
  2. Capacidades: Listar que capacidades da empresa podemos usar e quais devemos desenvolver
  3. Recursos: Listar quais os recursos necessários para pôr a ideia em prática

Com isto definido, estes cartões podem ser transferidos para um outro quadro do Trello, de gestão de projetos, por exemplo, ou outros quadros Trello que sua empresa tenha criado.

E, na sequência, uma nova ideia embrionário, retirada de uma das listas da caixa Esqueça o Passado, pode ser transferida para a primeira lista da caixa Crie o Futuro, isto é a lista Invente o Futuro.

Além disso, a equipe sempre pode estar gerando novas ideias embrionárias, ao responder a uma das 4 perguntas da caixa Esqueça o Passado.

Caso você não tenha percebido, respondendo as estas 11 perguntas em sequência, em colaborações com sua equipe, você poderá usar este funil de ideias para gerar mais inovações em seu negócio.

Baixe aqui o quadro de inovação: funil de ideias e comece a trabalhar nele agora mesmo.

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